Metodologia

Como a série de estudos das Escrituras é pesquisada, escrita e publicada.

Traduções

Cito a Almeida Revista e Atualizada. Não por convicção técnica, mas porque é a que li a vida inteira: é a que ainda soa como Escritura na minha cabeça.

O link “Leia o capítulo primeiro” abre a NVI, que é moderna e acessível. As duas raramente discordam de um jeito que importe. Quando discordam, eu mostro as duas, e explico o que está em jogo. Um versículo disputado é informação, não constrangimento.

Fontes e pesquisa

A camada histórica destas notas (autoria, datação, pano de fundo) é pesquisada, nunca escrita de memória. Essa regra existe porque é exatamente aí que se inventa com mais confiança e menos vergonha.

Na prática, três disciplinas:

Distingo tradição, consenso e debate. Quando a igreja diz uma coisa há dezoito séculos e a academia hoje diz outra, você recebe as duas. Não escondo a divergência pra proteger a fé; a fé não precisa disso.

Uso faixas, não precisão falsa.“Entre 90 e 110 d.C.” é honesto. “95 d.C.” seria invenção com cara de fato.

Nome e data não se chutam. Sem base, a informação não entra.

Nenhum capítulo vai ao ar antes de o contexto histórico ser conferido. É uma trava do processo, não uma boa intenção. Em João 1, essa conferência foi feita contra uma segunda pesquisa independente, e ela corrigiu a minha faixa de datação, que estava estreita demais. A trava serviu pra alguma coisa logo na estreia.

Toda observação sobre o texto original, que eskēnōsen, em João 1:14, quer dizer literalmente “armou tenda”, é pesquisada e conferida em fonte, nunca improvisada. Não invento etimologia e não finjo erudição que não tenho: estou aprendendo hebraico, devagar, e o grego ainda me chega por intermediários confiáveis.

Entre os autores em que me apoio, Michael Heiser é o mais presente. As fontes específicas aparecem citadas na nota, quando pesam.

Como as notas são escritas

A leitura é minha. Leio o capítulo sem pressa e escrevo o que ficou: o que tocou, o que incomodou, o que não entendi, com o que aquilo conversa na vida que estou vivendo. É daí que saem as seções Leitura livre e Discernimento, o coração de cada nota, e a parte que nenhuma máquina escreve. Se algo aqui soar como eu, é porque sou eu.

Uso inteligência artificial, e uso bastante. Ela pesquisa a camada histórica com a regra de nunca inventar; levanta ecos do Antigo Testamento que eu não veria sozinho; organiza o que escrevi sem trocar as minhas palavras; e me faz perguntas quando eu travo. Uso a IA como olho, não como caneta: ela me mostra o que eu não tinha visto, mas quem escreve sou eu.

Nada publica sozinho. Uma nota só sai do meu caderno quando eu digo que sai, e só vai ao ar quando eu digo que vai. Entre uma coisa e outra, um script faz a conversão e não muda uma palavra.

Eu leio, penso, escrevo e assino. Uso ferramentas no caminho, e prefiro te dizer isso a deixar você descobrir.

Correções

Vou errar. São 1189 capítulos, dois mil anos de distância e uma pilha de coisas que os especialistas ainda discutem entre si.

Se achar um erro, de fato, de tradução, de interpretação, de digitação, me escreve: hello@wagnerlima.cc. Não precisa ser gentil, precisa ser preciso.

Quando eu corrigir, corrijo à vista: a nota ganha a data da atualização e o que mudou fica dito. Não corrijo em silêncio.